Você define o valor total do casamento e sente que a parte difícil passou. Não passou. A parte difícil é decidir quanto desse total vai para o buffet, quanto para a decoração, quanto para a foto. Porque é aqui, na divisão, que a maioria das festas começa a estourar sem ninguém perceber.
A boa notícia: existe uma divisão de referência que funciona para quase todo casamento com festa. Ela não é uma regra, é um ponto de partida. Você adapta ao que importa para vocês.

A divisão que serve de ponto de partida
Estes percentuais são uma média para casamentos com festa e recepção. Servem para você começar com uma base realista, em vez de somar tudo no impulso.
| Fornecedor | Peso sugerido |
|---|---|
| Buffet e bebidas | 30% |
| Espaço da festa | 15% |
| Decoração e flores | 12% |
| Foto e vídeo | 10% |
| Vestido e beleza da noiva | 7% |
| Música (DJ ou banda) | 6% |
| Assessoria e cerimonial | 5% |
| Bolo e doces | 4% |
| Alianças, traje do noivo, convites, cerimônia e extras | 11% |
Repare que o buffet quase sempre é o maior peso. Ele é cobrado por pessoa, então cresce com a lista de convidados. Se você quer mexer no orçamento, esse é o item que mais responde.
Adapte à sua história, não à média dos outros
A divisão acima é uma referência, não uma sentença. Se para vocês a foto importa mais que a decoração, puxe uma parte de uma para a outra. Se não vão ter assessoria, esses 5% se redistribuem entre o resto. O que muda de casamento para casamento é o que vocês valorizam, e a divisão deveria refletir isso.
O único cuidado é que a soma continue fechando dentro do que existe. Aumentar a fatia da foto significa reduzir a de outro fornecedor. Não dá para aumentar tudo ao mesmo tempo, e é justamente essa tentação que estoura orçamentos.

O erro que quase ninguém enxerga: o teto é móvel
Aqui está a parte que muda tudo. Quando você fecha um fornecedor acima do previsto, esse valor a mais não some. Ele sai do teto de quem ainda falta contratar.
Um exemplo real. Orçamento de R$ 60 mil, reserva de 10%, sobram R$ 54 mil para os fornecedores. O buffet tinha teto de R$ 16.364, mas fechou em R$ 17.500. Esses R$ 1.136 a mais precisam sair de algum lugar: saem da decoração, da música e de todos os fornecedores que você ainda não contratou. O teto deles acabou de baixar, e você nem percebeu.

É por isso que uma lista fixa de percentuais no papel não resolve. No dia em que você fez a conta, ela estava certa. Duas assinaturas depois, já não está. O que você precisa é de um teto que se recalcula sozinho a cada contrato fechado, para chegar em cada nova negociação sabendo exatamente quanto ainda cabe.
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Perguntas frequentes
Qual a divisão ideal do orçamento de um casamento?
Uma referência que funciona para a maioria das festas: buffet 30%, espaço 15%, decoração 12%, foto e vídeo 10%, e o restante distribuído entre música, vestido, cerimonial, bolo e extras. Ajuste conforme o que importa para vocês.
Quanto do orçamento vai para o buffet?
Em torno de 30%, por ser o item cobrado por convidado. Reduzir a lista de convidados é o caminho mais eficaz de baixar esse valor sem perder qualidade.
Preciso seguir os percentuais à risca?
Não. São ponto de partida. O que não pode é a soma passar do valor disponível. Aumentar uma fatia exige reduzir outra.
O que fazer quando um fornecedor fecha acima do teto?
O valor a mais sai do teto de quem ainda falta contratar. O ideal é recalcular o limite dos próximos antes da próxima negociação, para não repetir o estouro fornecedor após fornecedor.
Deixe a conta se recalcular sozinha
O Orçamento Blindado divide o total entre os fornecedores, mostra o teto de cada um e refaz esse teto toda vez que um contrato é fechado. Você preenche as células amarelas, o resto se calcula. Hoje sai por R$ 37.
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